Dois contos da série A rainha vermelha, de Victoria Aveyard

Duas mulheres, uma vermelha e uma prateada, contam sua história e revelam seus segredos. "Canção da rainha" e "Cicatrizes de aço" são basicamente expansões do mundo criado pela autora Victoria Aveyard. Servem para aqueles que ficaram com um gostinho de quero mais ao final do primeiro livro e não são fundamentais, ou de extrema importância, no decorrer da história. Ambos complementam informações já existentes e trazem novidades para o leitor.

Canção da rainha
Neste conto somos apresentados a detalhes das antigas intrigas deste mundo ambientado em "A rainha vermelha", onde você terá acesso ao diário secreto da rainha Coriane, mãe de Cal e primeira esposa de Tiberias VI. A obra nos mostra como ambos se conheceram, apaixonaram e todo o trajeto até a morte da monarca.

“Como servos podem criar tamanha beleza e ainda serem considerados inferiores? Eles são capazes de fazer maravilhas diferentes das nossas. Eles ganhavam habilidades por meio do trabalho duro e da prática, não nasciam com elas. Isso não é equivalente à força dos prateados, se não ainda maior?”.

Título: Canção da rainha
Autora: Victoria Aveyard
Gênero: Fantasia
Páginas: 51
Editora: Seguinte
Avaliação

Coriane era uma jovem de família nobre, porém sem dinheiro. Repreendida desde cedo por gostar de tudo que possuía como tema principal a construção  ao olhar de um prateado, isto é trabalho para os vermelhos , a garota foi obrigada a dedicar todos os seus dias ao preparo para a prova real.

Ao mudar para o palácio real, Coriane Jacos precisou aprender não só a lidar com o convívio das Grandes Casas, mas também com a atenção que recebia do então príncipe. A proximidade foi inevitável e com isso veio a inveja por parte das outras jovens da realeza, sobretudo de Elara Merandus  uma murmuradora, ou seja, possui o poder de controlar a mente.

Completamente apaixonado, o herdeiro do trono decide por descartar a Prova Real e escolhe a jovem da Casa Jacos como sua esposa, condenando-a a uma vida longe do tradicional felizes para sempre. É a partir dai que ela começa a ter pesadelos terríveis, deixando-a acordada sem descanso. Estaria Elara por trás de tais acontecimentos?  

O caderno é o único lugar onde Coriane podia desabafar sem que seus pensamentos, ou emoções, fossem espionados e por incluir trechos do diário, acabamos tendo acesso aos pensamentos mais íntimos da futura rainha e assim conhece-la profundamente. Este, para mim, foi um ponto importantíssimo da obra e que o tornou maravilhoso do começo ao fim.

Cicatrizes de aço
Este conto, por sua vez, apresenta uma personagem um tanto quanto enigmática e que após a leitura do primeiro volume da série, podemos perceber que tem muito mais a nos mostrar. Integrante da Guarda Escarlate, a vermelha não mede esforços para lutar por aquilo que acredita e muitas vezes é guiada pela própria intuição, passando por cima até mesmo de ordens superiores. Aqui, somos inseridos nos bastidores da rebelião pelos olhares de Farley.

“Nem o mais bem treinado dos soldados é capaz de resistir ao ataque a sua mente”.

Título: Cicatrizes de aço
Autora: Victoria Aveyard
Gênero: Fantasia
Páginas: 98
Editora: Seguinte
Avaliação

Diana Farley possui uma criação rígida e, desde pequena, aprendeu a ser forte. Agora, é uma das líderes da rebelião vermelha. Quando finalmente a chance de comandar uma missão sozinha cai sobre o seu colo, a jovem percebe que isso pode ser mais difícil do que imagina.

A capitã possui ordens de se dirigir a Harbor Bay  o lugar mais viável para iniciar a rebelião em Norta , e recrutar todo o tipo de pessoas, comerciantes do mercado negro, contrabandistas e rebeldes para um primeiro ataque à capital. Tudo isso sem chamar atenção dos prateados.

É nesse contexto que a personagem conhece Shade Barrow, um vermelho que possui contatos e consegue, com extrema facilidade, trazer informações valiosas a todo o momento. Além de se juntar a causa, o jovem a leva até sua irmã, Mare Barrow, que pode ser a peça crucial da rebelião.

Este conto foi importantíssimo, pois é através do ponto de vista de Farley que conseguimos entender melhor toda a situação política que envolvem prateados e vermelhos e as reais intenções do movimento rebelde, a Guarda Escarlate. Além disso, se faz entender toda a humilhação que os vermelhos passam diariamente, a dor de diversas mães ao terem seus filhos chamados para lutar em uma guerra que não é sua. Mais uma vez a autora Victoria Aveyard nos presenteou com uma obra maravilhosa e que fica difícil não recomendar.



Sobre a autora:

Victoria Aveyard cresceu em Massachusetts e frequentou a Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles. Formou-se como roteirista e tenta combinar seu amor por história, explosões e heroínas fortes na sua escrita. Seus hobbies incluem a tarefa impossível de prever o que vai acontecer em As Crônicas de Gelo e Fogo, viajar e assistir a Netflix.

2 comentários

  1. Oiii Julia tudo bem?
    Que incrível esses contos menina, eu não conhecia da existência deles e sei que quando os leitores descobrirem vão ir a loucura.
    Beijinhos

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  2. Eu quero muito ler os livros da Rainha Vermelha. Parabéns pela resenha.

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