O crime do vencedor, de Marie Rutkoski

Em minha última resenha pude compartilhar o amor que senti pelo primeiro livro da “Trilogia do vencedor” e obviamente, ou não, não seria diferente com o seu sucessor.


Título: O crime do vencedor
Autora: Marie Rukoski
Páginas: 360
Editora: Plataforma 21

A obra começa com Kestrel já na capital valoriana pagando por sua escolha de se casar com o filho do imperador, Verex. Lá ela descobre o quão manipulador e cruel o governante pode ser. Mas, não deixará se levar e irá mostrar como sabe jogar bem.

Kestrel vive entre descobrir segredos políticos da corte muito bem escondidos e ser descoberta ou viver com a sensação de que precisa fazer algo por justiça. Ela escolhe a primeira opção e nos mostra o quão poderosa e estrategista pode ser.

Nomeado após o acordo com império, Arin é o novo governador de Herran e continua disposto a conseguir vingança pelo seu povo. Com a aproximação de uma guerra, ele busca aliados para se erguer contra o governo opressor. A força da corte oriental, Draca, é o que eles precisam para ter vantagem. Mas, será que um povo tão distinto irá querer uma aliança?  O que o povo de Herran tem a oferecer?

A relação do general Trajan e sua filha Kestral se mostra novamente muito importante para as escolhas que a mesma irá tomar. Ela se questiona inúmeras vezes: o que é mais importante para ele, à guerra ou a própria filha.

Novamente os personagens secundários foram muito bem desenvolvidos. Jess e Ronan aparecem novamente, ela com mais frequência e posso garantir que ambos cortam o coração de nossa protagonista. Um novo personagem, Tensen, o ministro da agricultura, tem uma participação valiosíssima para a história. Há também Verex, que nas primeiras páginas fez um ódio subir pelo meu corpo, mas logo isso foi embora e eu passei a adorá-lo. Ele e Kestral constroem uma amizade muito linda. E a princesa oriental, Risha, que guarda muitos segredos.

A autora continua a nos mostrar um amor forte e profundo, mas impossível de existir enquanto as crenças de ambos os personagens se mostrarem tão opostas. O fato é que os dois são poderosos juntos, há amor e paixão, mas igualmente poderosos separados, o que desperta ainda mais compaixão por eles. KESTREL E ARIN JUNTOS POR  FAVOR!

“O Crime do vencedor” conseguiu ser tão bom quanto o seu antecessor, o que em trilogias dificilmente acontece. Deixou com vontade de quero mais e fez com que eu começasse a pensar seriamente em comprar o terceiro volume em inglês. Quem consegue aguentar após um final desse?

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