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A garota do calendário: janeiro, de Audrey Carlan

  • 19.10.17

O que muita gente não sabe é que eu não gosto muito de histórias mais quentes. Para vocês terem uma noção, praticamente pulei todos os momentos eróticos da série After e aqui não foi muito diferente. Para mim é muito mais interessante focar no enredo por trás dessas cenas, afinal, o livro não é apenas composto por isso.

“O último erro foi o que podemos chamar de a gota d’água. É o motivo pelo qual eu acredito que o amor verdadeiro é uma coisa criada pelas empresas que vendem cartões e por pessoas que escrevem livros sentimentais e roteiros de comédia romântica.”

Titulo: Audrey Carlan
Editora: Verus
Páginas: 144
Gênero: Romance Adulto
Avaliação: 
*Livro lido em e-book, através do Kindle Unlimited

Mia Saunders está passando por um momento complicado na vida: ela precisa de dinheiro. Ok, na verdade muito dinheiro! O pai é viciado em jogos de cassino e em certo momento da vida não possuía mais quantias para apostar. Então, o que ele fez? Pegou dinheiro com um agiota. O resultado de tudo isso foi uma surra que o deixou em coma no hospital e uma dívida para a filha pagar, afinal o débito é passado para a família. Como se isso não fosse suficiente, o tal agiota na verdade é um ex-namorado dela. Alerta de drama!

A garota se vê desesperada e acaba aceitando uma das únicas opções naquele momento, ser acompanhante de luxo na empresa de sua tia. Pelo próximo ano a jovem terá um cliente diferente a cada mês e vamos deixar bem claro uma das regras do contrato: Mia não é obrigada a transar com ninguém. Ela acredita que é assim que conseguirá livrar o pescoço do pai e ainda ajudar a irmã mais nova com a faculdade.

No mês de Janeiro conhecemos um roteirista de filmes que não tem tempo para romances, pois o trabalho consome todas as horas vagas. Wes é gentil, lindo e sexy, e claro, assim que Mia entra no jogo a atração de ambos é instantânea. O relacionamento dos dois é sustentando por quem vai dar o braço a torcer primeiro. Afinal, o casal quer o mais, mas nenhum está disposto a dar o primeiro passo.

Parte do plano de Mia é manter o coração fechado para as chamas das paixões. A mulher já sofreu muitas desilusões amorosas ao longo dos anos e agora, que vai estar com um homem novo a cada mês, não pode correr esse risco. Mas, será que ela vai conseguir resistir aos encantos do querido e sedutor Wes e conseguir ir embora ao final de Janeiro?

Quero ressaltar que gostei muito da escrita da Audrey Carlan. É leve, gostosa e fácil de ler, tanto que devorei a obra em pouco mais de uma hora. Não gostei do excesso de cenas de sexo, mas já era se esperar, já que a obra é um romance erótico. Muita gente criticou o fato de a escritora não aprofundar mais na vida da personagem principal, como eu já li metade da série, posso afirmar que isso muda ao longo dos volumes.

Destaca-se também que não há aquele UAU por trás da história, é simples e é isso. O conselho é: não espere muito deste primeiro volume, mesmo ele sendo um dos melhores da série lidos por mim até então.

Agora me conte, ficou curioso com a leitura? 

Tartarugas até lá embaixo, de John Green

  • 12.10.17

Após seis anos sem uma nova história, milhões de livros vendidos, duas adaptações para o cinema e uma legião de fãs, John Green está de volta com um livro fresquinho. "Tartarugas até lá embaixo" é a mais nova obra do autor dos inesquecíveis Hazel e Gus, de "A culpa é das estrelas".

“Mas eu estava começando a entender que a vida é uma história que contam sobre nós, não uma história que escolhemos contar. A gente acha que é o pintor, mas é a tela”.

Título: Tartarugas até lá embaixo
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 256
Gênero: Young Adult
Avaliação
*Livro lido em E-book

O ponto de partida da história é quando duas amigas, Aza, também conhecida como Holmes, e Daisy resolvem ir atrás de uma recompensa. Mas, para isso elas precisam encontrar alguma pista que as leve até o bilionário Russell Davis Pickett, que está desaparecido após investigações o apontarem como corrupto.

Juntando a vontade de ganhar uma bolada em dólares ao fato de que Holmes conhece o filho do ricaço, ambas arquitetam um plano para conseguir aproximar-se do garoto e assim talvez esbarrar em alguma pista.

Pensando nesse aspecto, parece que as meninas são totalmente interesseiras, mas ao longo das páginas fica fácil perceber que não é bem assim. A verdade é que nada é o que parece e convenhamos, nem o título faz muito sentido, pois não entrega absolutamente nada.

Mas aqui entre nós, vou dizer a minha opinião sobre esse YA: não é sobre romance, muito menos o mistério por trás do desaparecimento de um homem rico ou a volta de um então amigo de infância. O enredo gira em torno da doença de Aza, que é o transtorno obsessivo compulsivo, mais conhecido como TOC, e como a jovem lida com todo o exterior, as amizades e até mesmo a família.

Mesmo o foco principal sendo a mente da personagem principal, isso não significa que outros papéis não tenham destaque. Daisy, a melhor amiga é divertida, escreve fanfics de Stars Wars e está sempre ali, ao lado. Mesmo assim, com todos esses fatores, ela me irritou em alguns momentos. É nos apresentado uma amizade forte, de anos, recheada de companheirismo. Mas, como a vida real, desentendimentos acontecem, coisas não ditas são despejadas da maneira errada e você leitor está ali no meio, sem saber o lado que deve tomar.

A família também está muito presente, assim como nos outros livros do autor. A mãe de Holmes, que é professora, faz questão de conversar com a filha diariamente, não só em casa, mas também nos intervalos do almoço na escola. Quer a todo o momento saber como está Aza, se a ansiedade deu uma brecha ou está tomando os remédios. Quer ter certeza que tudo está bem.

Outro personagem que merece o devido destaque é Davis, o filho do homem desaparecido. É evidente a dor que o garoto sente pelo pai ter fugido na calada da noite, por ele nunca ter dado a devida atenção e acima de tudo ter que assumir a responsabilidade do irmão mais novo, Noah.

Um dos pontos positivos de qualquer obra do autor John Green é a maneira como ele é capaz de traduzir os sentimentos mais complexos, e ao mesmo tempo complicados, em palavras. Digo isso também em relação a doenças, que é um dos enredos fortemente destacados nas páginas.

É doloroso estar acompanhando a história, pois isso significa estar passando por toda angustia que a doença traz para a personagem principal. Além disso, lembrar que o escritor possui a mesma doença e deve sentir boa parte do que ali foi escrito, é simplesmente triste.

Mesmo com todas essas ótimas situações o livro não me ganhou completamente. Fiquei com a sensação que alguns fatos foram repetitivos e esperei o tempo todo o mais, que nunca chegou.

Porém, quero ressaltar que a escrita do John Green continua incrível e a mensagem nas entrelinhas é muito bacana. Não devemos banalizar os problemas das pessoas. Depressão, toc e outras doenças da mente são sérias e devem receber a devida atenção.

Indico a obra para todos aqueles que desejam uma leitura leve e para quem gostou dos outros livros do autor publicados até então. Espero que este seja uma ótima leitura para todos.


Agora me conte aqui nos comentários, ficou curioso com a leitura?

Papai comédia, de Fernando Strombeck

  • 15.8.17

“Que todo o pai descubra com este livro que cada semana de gestação é um novo capítulo da história mais incrível de todas. E que esteja sempre presente para os melhores momentos da vida, como seus filhos precisam que ele esteja”.

Título: Papai comédia
Autor: Fernando Strombeck
Gênero: Humor
Páginas: 112
Editora: Belas Letras
Avaliação
*Livro cedido em parceria com a editora

O que mais tem por ai são livros contando a gravidez pelo ponto de vista da mulher. Mas, ai eu pergunto, onde ficam os homens nessa história? Em “O papai comédia” o autor Fernando Strombeck nos mostra como foi o dia a dia e diversas experiências desde o momento em que descobriu que seria pai até o parto humanizado.

Sinto que a obra tem como objetivo aproximar mais o pai da gravidez, mostrar que é possível fazer parte e já possuir uma ligação com o filho ainda dentro da barriga. Legal, não é? O autor descreve como a ficha demora mais a cair, porém após escutar o batimento do coração, tudo se acalma e faz sentido.

A obra é bacana e engraçada, chegando a ser impossível não soltar risadas durante a leitura das páginas. Fernando narra os acontecimentos no decorrer dos capítulos, que por sua vez são separados pelas trinta e sete semanas de gravidez. Encontramos desafios, confissões, comparações e de quebra vários joguinhos, como caça palavras ou cruzadinhas, para os pais gastarem o tempo durante a espera para o atendimento de mais uma consulta.

Sobre a diagramação é aquela já conhecida história: a editora Belas Letras sabe como caprichar nos detalhes. As folhas são grossas, as letras em um tamanho perfeito, as ilustrações são lindas e bem coloridas. Tudo impecável.

De volta, de Kass Morgan

  • 14.8.17

Este é o terceiro volume da série que me deixou apaixonada por todas as páginas, do começo ao fim. Não tenho palavras para explicar o quão incrível é esta história e como sou feliz por saber separar série de livros vs tv. Sempre falo isso em minhas resenhas das obras da Kass Morgan: não compare ambas, pois são totalmente opostas. Comece a leitura com a mente aberta e passe longe das comparações. Encare como uma nova história.

Título: De volta
Autor: Kass Morgan
Gênero: Ficção
Páginas: 304
Editora: Galera Record
Avaliação
*Livro lido em e-book

Há tempos os humanos precisaram deixar a Terra, pois o homem conseguiu a façanha de deixá-la inabitável. A única solução foi fugir para o espaço, longe de toda a radiação que a Terceira guerra Mundial causou.

Assim como a sociedade atual, a Colônia no espaço também possui suas regras e injustiças. A nave é dividida em três regiões e o que determina onde você ficará é basicamente a sua classe social, o quanto de dinheiro e o trabalho que você mantém. As leis são simples, qualquer descumprimento acarretará em pena de morte no ato ou ao completar 18 anos, quando menores de idade.

Os anos foram passando e mesmo com a regulamentação seguida ao pé da letra, como por exemplo, a taxa de filhos de um por casal, a população foi aumentando e com elas os recursos chegando ao fim. Eles precisam saber se a Terra já estaria habitável e por isso mandam 100 jovens delinquentes para o planeta, com uma passagem apenas de ida.

Este é o resumo da trilogia que pode vir a despertar o seu interesse. Em “De volta” descobrimos que um ato egoísta e de extremo amor de Wells, condenou a todos da Nave Colônia ao sabotar um tipo de máquina. Com pouco tempo e ar restando, os colonos precisam tomar medidas drásticas e se for necessário deixarão pessoas para trás.

Naves riscam o céu da Terra e os 100 sabem que mais pessoas estão deixando a colônia espacial. O retorno definitivo da humanidade ao planeta seria mesmo bom? Os até então criminosos realmente serão perdoados? Essas são algumas das perguntas que passam pelas cabeças dos jovens.

Os módulos de transporte não só trouxeram mais colonos, como também armas, suprimentos, segurança e o chefe de Arcádia. Tudo mudou com a chegada do vice-chanceler e os 100 descobrem que o maior problema a ser enfrentado está só começando.

Clarke finalmente descobriu que seus pais podem estar vivos e o melhor, na Terra. Ela está comandando o resgate aos sobreviventes da colisão, mas não consegue se quer parar de pensar na família. A única pista da garota é o fato de saber que a última vez em que foram vistos foi na tribo de Sasha e que estariam migrando para longe dos terráqueos.

Glass sobreviveu à queda e ela só quer experimentar as novas sensações e descobertas de se estar na Terra. Porém, nem tudo são flores e a jovem descobrirá que precisa lutar por seus ideais.
Wells, por sua vez, precisa lidar com a nova ameaça à sua liderança e ao bem estar de seu povo. Ele também começa um romance com a terráquea Sasha, este que renderá ótimas cenas e diversas lágrimas.

Os homens que detinham o poder na colônia estão decididos a manter a ordem na Terra segundo suas regras. Mas essa nova lei está longe de ser justa. Chegou a hora de os 100 lutarem por liberdade em seu novo lar.

A narração continua a mesma dos volumes anteriores: terceira pessoa e alternando os pontos vista entre os personagens Glass a garota rica, Bellamy o único jovem da colônia a ter uma irmã, Clarke a aprendiz de medicina e Wells o filho do chanceler. Continuo com a opinião de que este modelo faz com que os detalhes se tornem mais ricos e deixa a sensação de estar em vários lugares ao mesmo tempo.

Novamente a escrita da autora Kass Morgan encantou, prendeu e me fez suspirar. Não vejo a hora de o próximo volume sair aqui pelo Brasil, pois sim!, Teremos um quarto volume. Série mais que recomendada!

Ainda não conhece a série? Calma! Nós já publicamos a resenha dos volumes anteriores. Para ler mais é só clicar aqui.

Perfeitos, de Scott Westerfeld

  • 13.8.17

A série Feios aborda um novo mundo. Possui um cenário totalmente futurista, com novas tecnologias e suas consequências. Com uma história repleta de aventuras e reviravoltas, é difícil deixar as páginas de lado. Quando você percebe, está torcendo pelos personagens. No segundo volume, Perfeitos, a leitura se arrastou mais que no anterior, porém possui um final avassalador.

Título: Perfeitos
Autor: Scott Westerfeld
Gênero: Distopia
Páginas: 384
Editora: Galera Record
Avaliação: 

Tally finalmente realizou o seu sonho da adolescência. Agora, ela é perfeita. Seu rosto está lindo, as roupas são maravilhosas e caem em suas curvas, além disso, há festas que nunca terminam, luxo e muito tecnologia. Tally é extremamente popular em Nova Perfeição. Porém, por trás de toda essa diversão, está a verdade. Uma incômoda sensação de que algo importante está totalmente errado não a deixa.

As lembranças sobre os rebeldes estão no passado, cada vez mais incoerentes. Então, a jovem recebe uma mensagem que a faz lembrar-se de tudo. O verdadeiro problema em sua vida perfeita.

Junto com a garota está Zane, um dos poucos perfeitos que desconfia que haja algo errado em toda essa perfeição. Os dois se unem em uma tentativa de recordar o que realmente eram antes da cirurgia e o que mudou após. Afinal, não foi apenas a estética, mas também a personalidade.

Agora, ambos precisarão esquecer o que sabem ou lutar para sobreviver, pois o governo não deixará que este segredo seja revelado.

Preciso dizer que o livro possui um começo lento. Tally como perfeita é fútil, irritante e cansativa. Também demorei em gostar de Zane, achei o mistério por trás dele, inicialmente, meio desnecessário. Mas, após alguns capítulos, a história volta aos trilhos e tudo começa a correr bem.

Com uma narrativa extremamente empolgante e ao contrário do seu antecessor, nada previsível, o autor soube mesclar aventura, emoção, amor e descobertas. É maravilhoso acompanhar os personagens descobrindo, novamente, todos os segredos e muitos outros. Há também diversas novidades no enredo e personagens marcando mais presença.


O final é repleto de ganchos para o terceiro volume, este que ainda não li. Perfeitos no geral não foi uma leitura ruim, mas também não me surpreendeu muito. Recomendo a leitura para quem gostou do livro anterior, ficou curioso ou até mesmo para aqueles que possuem curiosidade. Afinal, a história melhora.

Clique aqui para ler a resenha do primeiro livro da série, Feios.

Favoritos do mês de julho

  • 11.8.17

Hoje é dia de mostrar os meus favoritos do mês anterior. As indicações não estão muito extensas e na categoria séries, por exemplo, eu não tenho nada a indicar. Mas, em compensação trouxe várias músicas e um aplicativo bem legal. Vamos lá?

Em julho eu li o total de sete livros e entre todos eles o meu favorito foi Casada até quarta. A obra de Catherine Bybee é leve, engraçada e tem seus momentos picantes. É impossível começar a leitura e não querer terminar tudinho no mesmo dia. Entrou para a lista de favoritos e não tenho medo de recomenda-lo. Clique aqui para ler a resenha.

Sobre as minhas séries, continuo na mesma. Não estou com tempo para assistir nada novo e muito mesmo as séries que já acompanho. A situação não é nada boa, a abstinência está gigante, mas os planos são começar Game of Thrones ainda este mês. Desejem sorte para mim.

Obviamente com os filmes não está diferente, porém sempre dou um jeitinho de dar um pulo no cinema. Mês passado fui assistir Homem aranha: de volta ao lar. Gostei muito das atuações, de ver Robert Downey Jr, mas achei a história fraquinha. Isso não torna o filme ruim, porém não sei se o assistiria novamente.

Na música o meu vício atual é Believer e Thunder, ambas do Imagine Dragons. ESCUTEM ESSAS DUAS MÚSICAS, SÃO MARAVILHOSAS! Também escutei muito Location do artista Khalid, Pillowtalk do Zayn, Woman e Prayng da Kesha e tudo de Zara Larsson e Dua Lipa. Basicamente são essas as minhas indicações. Aliás, vocês gostariam que eu compartilhasse uma de minhas playlist no Spotify?

Como minha indicação de série foi nula, resolvi trazer um aplicativo para celular. Na realidade é um jogo que eu estou amando e não passo um dia se quer sem acessar. Talvez vocês já o conheçam, pois não é algo novo. SimCity é o nome e sim, você constrói uma cidade e cuida muito bem dela, com direito a hospital, escolas, bombeiros, praia e lojas. Eu amo!

É isso galera. Vocês tem alguma dica de séries, filmes ou músicas para compartilhar? Até a próxima!
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